sábado, 2 de outubro de 2010

A tijela de madeira


Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trémulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia reunida à mesa. Mas as mãos trémulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer.As ervilhas caiam da colher e iam para o chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - “Precisamos tomar uma decisão com respeito ao pai”, disse o filho. - “Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comer com a boca aberta e comida pelo chão.”
Então, eles decidiram arranjar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho partiu um ou dois pratos, a comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas nos seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram duras e ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio
Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, a manusear pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:
- “O que estás a fazer?”
O menino respondeu docemente:
- “Oh, estou a fazer uma tigela para você e mãe comerem, quando eu crescer”.
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer nos olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai agarrou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

domingo, 19 de setembro de 2010

Amizade


Não existem barreiras,nem mesmo distância quando o Amor e a amizade verdadeira existe....um exemplo !!!! para nos os humanos. Abarços de amizade para todos...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ao encontro da natureza


Passear a pé num cenário verdejante, povoado por várias espécies de animais. Uma sugestão
para os verdadeiros apreciadores da Natureza..
Calçado confortável, merenda e chapéu. São poucos os apetrechos necessários para percorrer os trilhos do Baixo Vouga Lagunar – região situada a nordeste de Aveiro – onde, em cada estação do ano, temos a certeza de observar vida selvagem em abundância. À lista poderá também acrescentar-se um binóculo, guia de aves para identificar toda a fauna alada que se irá certamente cruzar connosco e, eventualmente, um roteiro que nos ajude a seguir pelos trilhos certos, sem correr o risco de acrescentar quilómetros desnecessários ao percurso enquanto vagabundeamos por ali.

Nesta saída os madrugadores têm vantagem, não só pela oportunidade de assistir ao despertar da paisagem sob as brumas matinais, mas porque ao nascer do dia são mais elevadas as hipóteses de encontrar algum mamífero esquivo, como a lontra, o toirão ou a doninha. E se andar a pé nos permite reparar nos detalhes mais subtis, escutar um restolhar entre as ervas ou reconhecer um pio distante, a bicicleta, frequentemente utilizada pelos locais, é também uma óptima opção.

É, pois, bem cedo que se aconselha a iniciar este percurso, junto ao apeadeiro da pequena localidade de Salreu. Um trilho de terra batida acompanha o canal pelo lado esquerdo, à medida que este sulca o solo em direcção a poente até se fundir, quilómetros adiante, com as águas abertas da Ria de Aveiro. Logo ali o aparente sossego dá lugar a uma sinfonia de trinados, coaxares e zumbidos que denunciam a azáfama da busca de alimento. Aos poucos, a memória e o caderno de apontamentos enchem-se com as observações das primeiras horas: duas cegonhas que se lançam do ninho para logo voltarem a pousar numa zona húmida, alguns borrelhos a sondar o lodo das bordas do esteiro, bandos de patos a cruzar os ares, um peneireiro agitado, andorinhas em voos floreados. Mas o fascínio da observação da natureza também se prolonga pelos vestígios deixados por outros animais, cuja presença apenas se deixa adivinhar, como as pegadas minúsculas de ratinhos impressas na lama, uma teia de aranha ainda curvada pelo peso do orvalho ou o forte odor que denuncia a passagem recente de uma raposa. A paisagem é tão variada como a fauna que a habita. Os nossos passos encaminham-nos por entre arrozais alagados, prados de erva alta a ondular ao sabor da brisa, pequenos bosques, cursos de água ladeados por juncos e terrenos arborizados que propiciam uma sombra acolhedora quando o dia começa a aquecer.

Ao fim-de-semana é raro encontrar companhia, a não ser uns poucos agricultores a recolher feno para o gado que guardam nos currais. Nos campos divididos por sebes de amieiros e salgueiros, e muitas vezes pelos próprios canais que formam o enorme labirinto líquido, as vacas leiteiras pastam vagarosamente, rodeadas por pacatas garças-boeiras. Medas de feno cuidadosamente alinhadas, bateiras adormecidas nas margens ou sulcos de tractor impressas na terra completam o quadro rural.

É precisamente no lugar onde melhor se observa o elaborado sistema de comportas que permitem alagar ou secar os terrenos, o Canto dos Cachais, que as cores iridescentes de um pica-peixe riscam o ar com a rapidez de uma bala. A partir daí entra-se numa zona mais fechada, repleta de vegetação, onde até a própria água se encontra alcatifada. Entre os ramos dos amieiros, denunciados pela estridente cor amarela, vêem-se facilmente famílias de serzinos (pequeno pássaro cantador, de plumagem amarelo-esverdeada) e verdilhões (também conhecido por “canário-bravo”) em busca das sementes, enquanto os piscos fazem súbitas aparições no cimo das sebes. Uma multidão de insectos também se passeia por aí. Há os alfaiates patinadores, as libelinhas em posições acrobáticas, as borboletas bailarinas e os escaravelhos em trajes de gala. E uma rã que decide juntar-se à festa, esticando a língua para os que se atrevem a chegar demasiado perto. Apetece aplaudir, mas não há lugar a palmas num espectáculo que não tem fim.

http://www.rotas.xl.pt/0903/a04-02-00.shtml

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Amigos fazem probabilidade de sobrevivência aumentar em 50%, diz estudo



Uma pesquisa da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, sugere que ter uma boa rede de amigos e vizinhos pode aumentar as chances de sobrevivência de uma pessoa em 50%.

A pesquisa, publicada na revista especializada PLoS Medicine, chegou a esta conclusão ao analisar dados de cerca de 150 estudos que analisavam as chances de sobrevivência em relação a redes sociais.

Para os pesquisadores americanos, ter poucos amigos pode ser tão prejudicial à sobrevivência de uma pessoa como fumar 15 cigarros por dia ou ser alcoólatra.

Os cientistas acreditam que tomar conta de outras pessoas nos leva a cuidar melhor de nós mesmos.

Para Julianne Holt-Lunstad, que liderou o estudo, há muitas formas pelas quais amigos, colegas e família podem aumentar a saúde e bem-estar de uma pessoa.

"Quando alguém está conectado a um grupo e se sente responsável por outras pessoas, aquele senso de propósito e significado se traduz com a pessoa tomando conta dela mesma e assumindo menos riscos", afirmou.

Para os pesquisadores, perder o apoio social pode diminuir ainda mais as chances de sobrevivência do que obesidade ou sedentarismo.

Sete anos

Os cientistas analisaram 300 mil pessoas em quatro continentes em um período de sete anos. Segundo esta análise, aqueles com redes sociais mais fortes se saíram melhor em resultados de saúde e expectativa de vida.

A probabilidade de estas pessoas estarem vivas em qualquer idade era quase duas vezes maior do que daqueles considerados solitários.

O estudo incluiu pessoas de todas as idades, sem levar em conta o estado de saúde inicial dos pesquisados.

"O efeito não é isolado em adultos mais velhos. Relacionamentos fornecem um nível de proteção a todas as idades", afirmou Timothy Smith, outro pesquisador que participou do estudo.

Smith, no entanto, alerta que os aparatos modernos e a tecnologia podem levar algumas pessoas a pensar que redes sociais face a face não são mais necessárias.

"Como humanos, nós encaramos relacionamentos como algo garantido, somos como peixes que não notam a água. A interação constante não é apenas um benefício psicológico, mas influencia diretamente nossa saúde física", acrescentou.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/07/100728_amigossaudefn.shtml

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Chá verde diminui gordura concentrada na barriga

Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto concluiu que o consumo de chá verde favorece a redistribuição da gordura corporal, diminuindo o tecido adiposo mais prejudicial para a saúde.

O estudo dos cientistas, hoje divulgado, permitiu concluir que o chá verde leva à diminuição do tecido adiposo visceral (a gordura que se concentra na barriga), mais nefasto para a saúde do que o tecido adiposo subcutâneo (gordura que se acumula por debaixo da pele, sobretudo nas coxas e nádegas).

A investigação, integrada num estudo dos efeitos de vários componentes alimentares na gordura corporal, avaliou dois grupos de ratos – a um foi dado a beber chá verde e a outro água, durante meio ano.

Todos os animais aumentaram de peso ao longo deste período, mas os ratos do grupo que consumiu chá «ganharam menos peso do que o grupo de controlo», adiantam os especialistas daquela faculdade.

Os cientistas analisaram ainda as diferenças encontradas no tecido adiposo subcutâneo e visceral nos dois grupos de ratos, tendo verificado que o tecido adiposo dos animais que beberam chá apresentava um número maior de células em proliferação e adipócitos (células que armazenam gordura) mais pequenos do que os do grupo de controlo.

O grupo que bebeu chá também apresentou um aumento do número de células em apoptose (morte celular programada) no tecido adiposo visceral, favorecendo a sua redução. «Estes resultados podem advir da estimulação da produção de estrogénios no tecido adiposo provocada pelo chá verde», observa a cientista Rosário Monteiro, do Serviço de Bioquímica da Faculdade de Medicina. Conclui-se assim, sustenta, que «o consumo de chá verde interfere na organização da gordura corporal, criando um padrão celular mais saudável e menos propenso ao desenvolvimento de patologias».
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=179202
Lusa/SOL

quarta-feira, 21 de julho de 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Adele Schopenhauer


Mais um livro saiu acerca de uma personagem histórica se aproximar do poliamor e não precisar do nome para nada.

Desta vez trata-se de Adele Schopenhauer, irmã do famoso filósofo, e do seu encontro com a Sybille Mertens. Estamos a falar de pleno século XVIII. Ambas independentes, envolvidas nos primeiros movimentos pelos direitos das mulheres e promotoras de encontros e tertúlias. Como habitual no tempo e na classe, casadas com homens que não escolheram. O facto de uma mulher ter uma amante não podia ser considerado motivo de divórcio, e por isso, a situação acabou por ser não só aceite como a própria relação ser cautelosamente cuidada por ambos..

"Cada amizade, assim como cada amor, acaba por se tornar uma espécie de casamento em que 'de tempo a tempo' se enfia a carapuça moral" chegou ele a dizer. O livro ilustra mais histórias com outras mulheres, quase todas ilustres, para apimentar a vossa curiosidade de voyeurs literários. Algumas das pessoas mencionadas e assim "outed" são a filha mais nova de Goethe, ou Anna Jameson...

O livro saiu em alemão e é pouco provável que venha a ser traduzido, mas penso que é possível reconstituir a maioria da informação com alguma investigação.

http://polyportugal.blogspot.com/2010/04/adele-schopenhauer.html

Nova Roda dos Alimentos


Conheça o que mudou na Roda dos Alimentos e aprenda a comer de uma forma mais variada, equilibrada e completa..
A Roda dos Alimentos é um instrumento de educação alimentar destinado à população em geral. Esta representação gráfica foi concebida para orientar as escolhas e combinações alimentares que devem fazer parte de um dia alimentar saudável.
Utilizada desde 1977, como parte da Campanha de Educação Alimentar “Saber comer é saber viver”, a Roda dos Alimentos sofreu recentemente uma reestruturação, motivada pela evolução dos conhecimentos científicos e pelas alterações nos hábitos alimentares portugueses.
Mantendo o formato circular original, associado ao prato vulgarmente utilizado às refeições, a nova versão subdivide alguns dos anteriores grupos e estabelece porções diárias equivalentes, para além de incluir a água no centro desta nova representação gráfica.
A nova Roda dos Alimentos é composta por sete grupos, com funções e características nutricionais específicas:

Cereais e derivados, tubérculos – 28%
Hortícolas – 23%
Fruta – 20%
Lacticínios – 18%
Carne, pescado e ovos – 5%
Leguminosas – 4%
Gorduras e óleos – 2%
Dentro de cada divisão estão reunidos alimentos nutricionalmente semelhantes entre si, para que possam ser regularmente substituídos, assegurando a variedade nutricional e alimentar.
No site da Direcção-Geral da Saúde estão disponíveis mais informações sobre a roda dos alimentos e outras informações sobre alimentação, tais como: as recomendações nutricionais e alimentares para a população portuguesa, princípios para uma alimentação saudável, como diminuir o consumo de gordura, açúcar e sal, e como aumentar o consumo de hortaliças, legumes e frutos.

http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/alimentacao/DGS+ANA.htm

Campanha incentiva o uso de bicicletas

Campanha incentiva o uso de bicicletas

Acupuntura e reiki agora têm explicação científica


Acupuntura e reiki agora têm explicação científica

domingo, 18 de julho de 2010

O AMOR É (FIM DE SEMANA) - Reflexão Antena 1 - Multimédia RTP

O AMOR É (FIM DE SEMANA) - Reflexão Antena 1 - Multimédia RTP

Convívio com animais de estimação traz benefícios para a saúde




Que os animais trazem muita alegria para seus donos todo mundo sabe. Mas que esses mesmo bichos podem contribuir para nosso bem-estar psicológico e ajudar na prevenção e no auxílio ao tratamento de algumas doenças, pode ser uma novidade.

A Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), encomendou uma pesquisa para o Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP) sobre o tema. O levantamento de estudos nacionais e internacionais confirmou que o convívio com os animais de estimação contribui muito para a saúde do ser humano. Entre algumas observações, a pesquisa destaca a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças como dor de cabeça ou resfriado.
Os pesquisadores da USP citam um trabalho que identificou vários benefícios aos bebês que convivem com cães, já que certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em crianças de um ano de idade quando expostos precocemente a um cão, conferindo um importante papel destes animais na saúde humana.

Segundo a pesquisadora Carine Savalli Redígolo, o trabalho mostra que o convívio possibilita aos bebês ficar menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. “Também foi observada a redução de rinites alérgicas aos quatro anos de idade e aos seis a sete anos, devido à redução da imunoglubina E – um anticorpo que quando em altas concentrações sugere um processo alérgico”, explica. Os pesquisadores alertam que este contato não significa que seja isento de possíveis efeitos negativos para a saúde, porém, é possível discutir com mais equilíbrio os prós e contras de possuir um cão.

De acordo com a pesquisa idealizada pela Comac, ainda há resistência dos casais que possuem filhos pequenos adquirirem um animal de estimação: 44% das residências que têm pelo menos um pet são de casais com filhos jovens ou adolescentes; este número cai para 16% quando se trata de casais com filhos pequenos (até 9 anos).

Um gesto simples pode trazer importantes efeitos ao sistema imunológico de pessoas de qualquer idade. “Acariciar um cão pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, sendo importante na prevenção de várias patologias. Este resultado se deve, possivelmente, ao relaxamento que o contato com o animal proporciona”, explica Carine.

Outros estudos identificados pelos pesquisadores da USP também avaliam as taxas de sobrevivência, no ano posterior a um infarto agudo do miocárdio, em donos de cães, gatos, outros animais de estimação e em pessoas que não possuíam bichos. Segundo os estudiosos, depois de determinado período, foi possível perceber que a posse de um cão contribuiu significativamente para a sobrevivência dos pacientes, pelo menos no ano seguinte ao incidente.
Os estudos apontam também benefícios no controle de hipertensão arterial. Profissionais que viviam em condições de stress e faziam controle do problema com medicação foram divididos em dois grupos, os que possuíam um cão ou gato e os que não possuíam animais. A pesquisadora Maria Mascarenhas Brandão afirma que, seis meses depois do início do monitoramento, um dos trabalhos constatou que as taxas de pressão diminuíram para ambos os grupos. Entretanto, nas situações geradoras de stress a resposta foi melhor para os donos de cães. “Além disso, este grupo aumentou significativamente suas taxas de acertos em contas matemáticas, em relação àqueles que não possuíam os animais”, acrescenta. Esta situação mostrou a diminuição dos níveis de estresse, obtidos no conctato com os pets.

Algumas situações também trazem efeitos muito positivos à saúde e ao convívio social: segundo os pesquisadores da USP, a duração das caminhadas é maior para aquelas pessoas que estão acompanhadas por um cão. “Além disso, nestes passeios, os animais ajudam na integração social, contribuindo para o início de uma conversa com outras pessoas”, confirma Maria. Ainda segundo uma destas pesquisas, pessoas que adoptaram pela primeira vez um animal de estimação e que sofriam de problemas simples de saúde, como dores de cabeça, problemas do estomago ou gripes, apresentaram redução significativa dessas doenças em relação a pessoas sem animais.

E ainda há quem maltrate os animais!

http://colunas.criativa.globo.com/bicharada/2010/07/14/convivio-com-animais-de-estimacao-traz-beneficios-para-a-saude/

Beyoncé - Halo (Legendado, Português)

When A Man Loves A Woman (Andy Garcia - Meg Ryan) - HeyWhatEverSOCIAL Video - HeyWhatEverSOCIAL & Business - GLOBAL LOCALIZATION Network

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R.E.M. - Everybody Hurts (Legendado em Português)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Marinha Grande: Passeio Trilhos da Natureza em São Pedro de Moel


A Câmara Municipal da Marinha Grande organiza, no próximo dia 20, o passeio Trilhos da Natureza em São Pedro de Moel, com o tema "Flora do Cordão Dunar Litoral". O percurso, guiado por uma bióloga, durará das 09h30 ao 12h00 e terá como ponto de encontro o Posto de Turismo de São Pedro de Moel. "Ao longo do trilho, os participantes terão oportunidade de observar como reagem as plantas à influência marítima, nomeadamente à salinidade transportada pelo vento e brisa marinhas, intensidade de ventos fortes, falta de água e deposição de areias".

Faro recebe mais de 20 mil motards até domingo


O colorido das duas rodas já começou a encher Vale de Almas que, junto ao Aeroporto de Faro, recebe a 29.ª Concentração Internacional de Motos – Faro 2010. Até domingo, são esperados 20 mil motards oriundos um pouco de toda a parte do país e não só — todos os anos marcam presença em Faro participantes provenientes de todo o mundo. No cartaz de concertos, destacam-se Roger Hodgson (ex-Supertramp), Ana Popovic ou Blasted Mechanism. A inscrição custa €40. [foto: concentração de motards em Faro em 2009 - Moto Clube de Faro)
http://blogs.publico.pt/fugas/

Estudo liga quadris grandes a risco maior de perda de memória em mulheres


Pesquisadores da faculdade de medicina da Northwestern University, em Chicago, sugeriram que o formato do corpo da mulher pode influenciar o desempenho de sua memória após a menopausa.

Eles notaram que mulheres com gordura acumulada na barriga tiveram um desempenho melhor em testes de raciocínio do que mulheres com formato em corpo de pera, ou seja, com cinturas menores e quadris largos - ou seja, com mais gordura acumulada nos quadris.

Os pesquisadores dizem acreditar que a gordura na barriga conserva uma quantidade maior do hormônio feminino estrogênio, cuja produção pelo corpo diminui após a menopausa.

Acredita-se que o hormônio ajude a proteger o cérebro da degeneração da atividade cognitiva.

Hormônio

O estudo analisou 8.745 mulheres que já passaram pela menopausa, com idades entre 65 e 79 anos de idade.

Elas completaram um teste de memória que os cientistas usaram para analisar a atividade cerebral. As mulheres com corpos em formato de pera tiveram um desempenho especialmente fraco.

Os cientistas afirmam no estudo, divulgado na publicação científica American Geriatrics Society, que isto se deve à diferença da gordura depositada nos quadris e coxas comparada com as mulheres com maior quantidade de gordura na barriga.

Já sabia-se que tipos diferentes de gordura armazenam hormônios diferentes e tem efeitos distintos nos níveis de lipídios e pressão arterial.

Os cientistas dizem que excesso de gordura em qualquer lugar pode afetar o cérebro de mulheres mais velhas, mas que um pouco de gordura na cintura, em particular, pode proteger a atividade do cérebro.

Por outro lado, eles ressaltam que excesso de gordura na cintura aumenta o risco de outras doenças como câncer, diabetes e problemas cardíacos.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/07/100714_cintura_rc.shtml

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Senado argentino aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo


Senado argentino aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo

Marcia Carmo

De Buenos Aires para a BBC Brasil

Após catorze horas de debates, os senadores argentinos ratificaram, na madrugada desta quinta-feira, o projeto de lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país.

A votação foi apertada, com 33 votos a favor e 27 contra. Com isso, a Argentina passa a ser o primeiro país da América Latina a autorizar o casamento gay.

O texto já tinha sido aprovado, no mês passado, pela Câmara dos Deputados. O projeto depende, agora, da sanção da presidente Cristina Kirchner para virar lei. Mas ela já sinalizou que deverá sancionar a medida.

A cidade de Buenos Aires já permitia a união civil entre pessoas do mesmo sexo, o que dava aos casais gays alguns direitos municipais iguais aos dos casais heterossexuais.

Com o casamento, porém, casais homossexuais que se casem em qualquer lugar do país terão todos os direitos iguais aos casais formados por homem e mulher, incluindo direito à adoção e a herança.

Na América Latina, o Uruguai e a cidade do México já tem leis permitindo a união civil entre homossexuais, mas a lei argentina é a primeira a permitir o casamento, seguindo outros países como Portugal, Espanha, Holanda, Bélgica, Noruega, Suécia, Islândia, Canadá e África do Sul.

Comemoração

Durante a madrugada, a sanção presidencial era considerada fato consumado nas televisões argentinas, que anunciaram que o “Senado transformou casamento gay em lei”.

Apesar do frio de 3ºC, simpatizantes da iniciativa, com bandeiras e balões brancos, permaneceram em frente ao Congresso Nacional, ao ar livre, até o fim da votação.

Após o resultado, eles continuaram no local, dançando e cantando, comemorando a aprovação do texto.

O projeto de lei vinha gerando fortes disputas entre o governo e a Igreja Católica e motivou protestos contra e a favor da medida.

Na véspera da votação no Senado, cerca de 60 mil pessoas, segundo cálculos da polícia, realizaram uma manifestação em frente o Parlamento.

A manifestação tinha sido convocada pela Igreja Católica e por grupos evangélicos. Eles levaram balões laranja e faixas que diziam: “As crianças têm direito a uma mãe e um pai”.

Nos últimos dias, padres de diferentes pontos do país leram, durante as missas, um documento defendendo “o bem inalterável do casamento e da família”.

Apoio

Também na véspera da votação no Senado, mil pessoas se reuniram em outro ponto conhecido da cidade, em frente ao Obelisco, com vuvuzelas e panelaços, em apoio ao projeto.

Dias antes, simpatizantes já tinham realizado manifestação a favor do casamento em frente ao Congresso. Eles levavam cartazes que diziam: “O mesmo amor, os mesmos direitos”.

A postura da Igreja Católica levou a presidente a declarar que “o discurso da igreja recorda os tempos da inquisição”.

O líder do governo no Senado, senador Miguel Pichetto, disse, durante os debates no Senado: “Aqui não haverá mais casamentos do mesmo sexo só porque aprovamos esta lei. O objetivo desta norma é eliminar a discriminação”.

A senadora Maria Eugenia Estenssoro, da opositora Coalición Cívica, argumentou que o projeto é “necessário” para os casais do mesmo sexo. “Esta lei permitirá que os homossexuais possam assumir publicamente suas relações”, disse ela.

Outro líder opositor, o ex-presidente e senador Adolfo Rodríguez Saá, de uma ala dissidente do peronismo, afirmou ser contra o casamento gay e a favor da união civil entre as pessoas do mesmo sexo.

“Aqui é tudo ou nada. Com a união civil poderíamos resolver esta questão e encontrar um caminho de unidade para a sociedade argentina. Mas existem setores fundamentalistas que querem irritar e dividir a sociedade argentina”, afirmou.

O senador socialista Rubén Giustiniani, que votou a favor da lei, disse que o perfil da sociedade argentina mudou e por isso era o momento da aprovação do texto.

Segundo ele, dados oficiais indicam que 59% das famílias argentinas já não atendem ao perfil tradicional de pai, mãe e filhos. Mas de mães solteiras, casais separados e casais homossexuais.

Para o senador opositor Gerardo Morales, da UCR, apesar das polêmicas e disputas, “ganhou o debate cultural” no país, diante da participação da sociedade na discussão.

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http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/07/100715_argentina_casamento_gay_rw.shtml

© BBC 2010

Sobre a proibição do uso de véus e burcas




Ouvimos muito desde crianças que as mulheres no islão são massacradas, humilhadas, inferiorizadas e silenciadas... isso se chama sensacionalismo, a imprensa mostra a acção de grupos extremistas e de terroristas que são realmente malucos e contradizem o próprio Corão. Aliás, se elas se sentem agredidas não somos nós (nada sabemos sobre elas) que vamos fazer alguma coisa, as que se sentem injustiçadas precisam se levantar com ousadia, elas é que entendem se há ou não problemas!
O véu segundo a tradição dignifica a mulher...e isso não é machismo, eles acreditam que o cabelo das mulheres atraem os homens, e que a mulher não pode ser cobiçada pela rua, já ouvi a seguinte frase de um islâmico que me dava aulas de história: "Minha esposa é como uma jóia preciosa, não deve ficar jogada sobre uma mesa" ah fala sério, tem coisa mais linda pra se dizer do que isso? Mas claro que o uso da burca tem seus prós e contras...
Muitas mulheres apresentam queda de cabelo e osteoporose...sintomas de falta de sol, todo mundo precisa tomar um solzinho para fixar as proteínas, não interessa se há outras maneiras evoluímos para ingerir alimentos saudáveis, depois absorver tudo o que for bom, lançar fora o que não presta. É muito triste perder cabelo principalmente quando se é mulher.

O homem que lançou o debate sobre a burca


Montagem mostra mulheres muçulmanas usando um hidjab (esquerda em cima), um niqab (direita em cima), um tchador (esquerda embaixo) e a burqa (direita embaixo).


Há meses os franceses estão envolvidos em um debate público centrado em sua identidade nacional e em uma possível proibição da burca, o véu islâmico. O ministro da Imigração, Eric Besson, um ex-socialista, é o homem por trás do debate agressivo, o que faz dele um dos políticos mais controversos da França.

As temperaturas estavam abaixo de zero e o céu de inverno era de um cinza gélido quando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegou ao cemitério militar de Notre-Dame-de-Lorette, no norte da França, na última terça-feira. Ele foi prestar as últimas homenagens a outro francês, um homem chamado Harouna Diop, um soldado e pai de seis filhos. Nascido no Senegal, Diop tinha apenas 40 anos ao morrer no Afeganistão, em 13 de janeiro, quando insurgentes explodiram seu veículo militar blindado.

"Harouna Diop foi um francês. Harouna Diop foi um muçulmano", disse Sarkozy diante de um campo de cruzes brancas. "Ele morreu pela França."

O elogio de Sarkozy foi uma tentativa de resgate, uma manobra retórica no auge do aquecido debate que se trava na França sobre a identidade nacional. Ele divide o país há meses, causou gafes racistas e contribuiu para um clima de forte suspeita contra os muçulmanos franceses.

O debate gira ao redor dos valores da República, da nação francesa, da burqa e da questão do que causa orgulho a este país e o que é importante para ele - em suma, muitas das coisas que unem os franceses, ou uniram um dia.

O homem que provocou esse debate está de pé ao lado de Sarkozy no cemitério militar: Eric Besson, 51 anos, ministro da Imigração, Integração e Identidade Nacional. A revista "Le Nouvel Observateur" o chama de "servidor desavergonhado de seu amo", enquanto o semanário "Marianne" conclui que ele é "o homem mais odiado na França". Quanto ao presidente, chama Besson de "meu espadachim".

Besson é um político suave. Usa camisas lilás com gravatas roxas, tem o hábito de pressionar as pontas dos dedos das duas mãos enquanto fala e gosta de posar para fotos em seu escritório, entre o reboco dourado e um globo antigo. Besson, que se chama de patriota, acaba de escrever um livro, "Para a Nação", um hino literário a sua França natal, que segundo ele "amou e idolatrou" desde sua adolescência. O ministro da Imigração nasceu em Marrakech, no Marrocos, e só veio para a França aos 17 anos.

Três meses atrás, o ministro anunciou o início de um debate construtivo na "pátria dos direitos humanos". Ele estava convencido de que a propriedade do conceito de nação havia sido deixada por muito tempo para o extremista de direita Jean-Marie Le Pen e sua Frente Nacional. Não havia nada errado em lançar esse debate, que atualmente agita vários países europeus, em parte como reação ao crescente número de muçulmanos que vivem na Europa.

A discussão se concentra em seus direitos e obrigações e em sua aceitação dos valores ocidentais. A proibição da burca não está sendo discutida apenas na França, mas também na Dinamarca e na Itália, e em dezembro os suíços votaram em um referendo contra a construção de minaretes.

Medo da dominação árabe

Mas é difícil conduzir essa discussão de maneira objetiva, especialmente porque em muitos lugares ela faz parte de uma tentativa de excluir os muçulmanos. Cidadãos, políticos e jornalistas se envolveram em discussões agressivas, e em alguns casos racistas, sobre até onde se pode permitir a visibilidade do islã na vida cotidiana da República, e quão franceses são ou deveriam ser os 5 a 6 milhões de muçulmanos que vivem na França.

No site na web que Besson criou para o debate sobre a identidade nacional, os censores logo se viram obrigados a deletar muitas mensagens xenófobas. E nos fóruns de cidadãos que o Ministério da Imigração organizou por todo o país muitos cidadãos expressaram o que chamaram de seu "medo da dominação árabe".

Em um desses fóruns, o prefeito de Marselha disse estar satisfeito com os moradores muçulmanos da cidade, mas não com o fato de eles recentemente terem marchado pelas ruas carregando a bandeira argelina, e não a francesa, depois que um clube de futebol local venceu uma partida. Mais tarde Besson pediu desculpas pela gafe do prefeito.

Durante meses, a oposição socialista acusou Besson de usar o debate sobre identidade nacional para deliberadamente escapar dos verdadeiros problemas do país: o déficit orçamentário, a montanha de dívida, o desemprego e as promessas não cumpridas de Sarkozy, que assumiu o cargo como o "presidente do poder aquisitivo". Segundo a oposição, o único objetivo da campanha de Besson é manter esses problemas prementes fora da agenda política antes das eleições regionais em março.

Abandono dos socialistas

Essas críticas são muito familiares para o ministro. Afinal, Besson foi membro do Partido Socialista (PS), e ainda na campanha presidencial de 2007 trabalhou como assessor da candidata do partido, Ségolène Royal, escrevendo panfletos sobre Sarkozy, em que zombou dele como um "neoconservador americano com passaporte francês".

Mas então ele teve um desacordo com Royal, deu as costas ao partido, escreveu uma crítica aguda dos socialistas e, antes da eleição decisiva, desertou e ofereceu seus serviços ao adversário de Royal, Sarkozy. Ele teria ajudado Sarkozy a se preparar para o grande debate na televisão entre os dois candidatos, chegando a fazer o papel de Royal nos ensaios. Os socialistas chamam Besson de traidor desde então.

Como protegido do presidente, Besson ocupa constantemente as manchetes. Ele está em toda parte. Seguindo as pegadas de Sarkozy, que quando foi ministro do Interior fechou o campo de refugiados de Sangatte no litoral norte, em 2002, o atual ministro da Imigração mandou evacuar à força um campo de refugiados perto de Calais em setembro passado, diante de câmeras de TV e com a ajuda de forças de segurança agressivas.

Como Sarkozy, Besson é ruidoso e provocador. Ele vocifera contra os casamentos de fachada com que os imigrantes adquirem a cidadania francesa, persegue os imigrantes ilegais e registra números recordes de deportações. Ele também foi a escolha ideal de Sarkozy para dirigir a campanha de identidade nacional. Um antigo esquerdista do norte da África, nos últimos meses Besson mantém um relacionamento com uma tunisiana de 23 anos. Não poderia ser mais perfeito para o papel.

Em aparições em Paris, Besson diz que quer promover "o orgulho de ser francês". Ele está até considerando ligar a concessão da cidadania a um "pacto com a República". Mais de 350 fóruns de cidadãos foram realizados, e o site na web já atraiu mais de 55 mil comentários. Besson recentemente chamou o esforço de "um sucesso imensamente popular" - para aplauso da plateia quase exclusivamente branca, em um evento em que ele falou.

Proibindo a burqa

O debate sobre a identidade de Besson se fundiu com outra polêmica: a questão de se as mulheres muçulmanas devem ter permissão para usar em público o véu completo ou niqab (comumente chamado de burqa). Adversários afirmam que isso contraria os valores da República e que a burca não pertence à França secular, que já aprovou em 2004 uma lei que proíbe os lenços de cabeça islâmicos nas escolas.

Na última terça-feira, enquanto Sarkozy e Besson prestavam homenagem ao soldado muçulmano, uma comissão parlamentar francesa sobre o uso do véu completo recomendou que ele seja proibido em todas as instalações públicas. A recomendação pediu que se proíba as mulheres que usam a burca ou niqab o acesso às repartições públicas, hospitais, escritórios de serviço social, escolas e transporte público. Agora cabe ao Parlamento transformar a recomendação em lei.

Na superfície, a tarefa da comissão era determinar se a burqa é compatível com a dignidade das mulheres. Mas a questão mais fundamental é a de quanto islamismo a França secular pode tolerar. "Eu acho que temos de proibir a burqa", diz Besson, "no interesse das mulheres." Sarkozy pediu a mesma coisa em junho de 2009, quando disse: "A burqa não é bem-vinda no território da República Francesa". Sua mulher, Carla, estava sentada ao lado dele e assentiu. A comissão entrevistou mais de 150 especialistas, discutiu se usar a burca é uma exigência religiosa e até considerou o argumento de que uma proibição poderia melhorar a segurança no trânsito. Mas isso significaria incluir motociclistas e membros de outras profissões na proibição de usar "coberturas de cabeça que limitem o campo de visão".

André Gerin, o presidente da comissão e há 24 anos o prefeito comunista de Vénissieux, um subúrbio de Lyon, disse que embora os muçulmanos claramente tenham o direito de viver na França eles "terão de assimilar-se a nossa sociedade". Isto coloca o comunista Gerin na mesma página que o ex-socialista Besson. Ambos têm nostalgia de uma França que não existe mais, e muitos franceses aparentemente compartilham sua nostalgia. É como uma melodia cotidiana, escreve o jornal "Le Monde", "que sugere ao público que a França não é mais como antes, porque os imigrantes, especialmente muçulmanos com suas famílias, se estabeleceram aqui".

Mobilizando a extrema-direita?

O sociólogo Vincent Geisser diz que "o debate da burca, juntamente com a discussão da identidade nacional, contribui para radicalizar as posições de muçulmanos moderados praticantes". Segundo Geisser, uma proibição legal da burqa poderia fazer das mulheres muçulmanas vítimas ainda maiores do que são hoje.

Parece que Besson perdeu o controle do debate e agora até os conservadores temem que a campanha de propaganda seja prejudicial. Sua promoção ao cargo de vice-líder do partido no governo, o conservador União por um Movimento Popular (UMP), também causou certas críticas. Os estrategistas do partido se perguntam se emprestar os slogans da extrema-direita não servirá apenas para mobilizar seguidores da Frente Nacional durante as eleições regionais.

Sarkozy já modificou seu tom no início do ano, quando, ao adotar um tom de estadista, pediu a união nacional e que os franceses "discutam sem nos rasgar, sem nos insultar e sem nos dividir". O presidente deverá pôr um fim, por enquanto, ao debate sobre a identidade nacional nesta quinta-feira. A polêmica sobre a proibição da burca também foi adiada para depois das eleições. Por ora, o Conselho Constitucional examinará se a proibição é até constitucionalmente aceitável. Mas resta a questão de se será possível encerrar a discussão tão rapidamente quanto ela começou, e se as relações entre muçulmanos e não muçulmanos na França sofreram danos permanentes.

"Nosso país não pode permitir a estigmatização de cidadãos franceses de fé muçulmana", disse Sarkozy junto ao túmulo de Harouna Diop. "Hoje o islamismo é a religião de muitos franceses." Eric Besson, o homem por trás da campanha de identidade nacional, teria balançado ligeiramente a cabeça em resposta aos comentários do presidente.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Reedição


José Saramago gostava de dizer que um dos homens mais sábios que conhecera tinha sido o seu avô, pastor e contador de histórias, que, apercebendo-se da chegada da sua hora, se abraçou a todas as árvores com que tinha convivido ao longo da vida.

Não sei se José Saramago teve tempo para se despedir das suas árvores, antes de morrer. Mas sei que todos os que amamos as árvores gostaríamos de ter tempo para, chegada a hora, fazer essa despedida.

Cicero

Dos amores humanos, o menos egoísta, o mais puro e desinteressado é o amor da amizade.

-- Cícero

Frases, poemas e mensagens no
http://www.pensador.info


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Exposição de fotos na Espanha usa humor para tratar da velhice


Uma exposição de fotografias recém-inaugurada na Espanha usa o humor para retratar as manias e mitos de mulheres da terceira idade.
A mostra "Senhoras que..." reúne retratos de 20 espanholas com mais de 50 anos que aceitaram posar confessando seus hábitos sociais preferidos, como usar a calcinha favorita na consulta com o ginecologista, batalhar para conseguir algo grátis ou não perderem um programa de fofoca, por exemplo.
A ideia da exposição foi lançada inicialmente no site de relacionamentos Facebook, conquistando centenas de "fãs" e gerando várias sugestões de personagens.
"São histórias de mães, avós, amigas e vizinhas, que têm uma assombrosa capacidade de nos roubar um sorriso ou nos deixar boquiabertos", disse o fotógrafo Héctor Barnabéu, autor dos retratos.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/cultura/2010/05/100507_exposenhorasml.shtml

Espanha resgata tradição de mulheres pagas para chorar em enterros



Um ofício da Idade Média extinto há dois séculos está sendo resgatado na Espanha para salvar a economia de muitas donas-de-casa em tempos de crise. Com a condescendência de sacerdotes católicos de paróquias rurais, estão de volta as carpideiras, mulheres que recebem dinheiro para rezar e chorar por mortos desconhecidos.
A tradição europeia das carpideiras, que atuam em dias de Finados, enterros, missas e datas como aniversários de mortes, foi proibida no século 18. No entanto, com a crise econômica mundial, parte do clero espanhol decidiu ser mais flexível, permitindo que as famílias consigam um dinheiro extra.
“Não se trata de mudar a lei, nem desobedecer à Igreja Católica, mas, se pudermos entre todos dar uma mãozinha a quem precisa, é um ato de caridade cristã”, disse à BBC Brasil o padre Antonio Pérez, responsável pela paróquia de Campanário, em Bajadoz (oeste da Espanha).
Na paróquia de Nossa Senhora de Assunção em Campanário, o serviço de carpideiras vem sendo anunciado durante as missas nos últimos três meses.
O sacerdote não só informa aos fiéis sobre o serviço como ainda avisa as “rezadeiras choronas e gemedeiras” (como são conhecidas as carpideiras) quando algum dos 5 mil habitantes da cidade está doente e em risco de morte.
Para rezar e chorar por um morto desconhecido, as mulheres recebem entre 20 e 30 euros (cerca de R$ 60 a R$ 90) por dia.
Em datas como o feriado de Finados, o trabalho inclui ir ao cemitério, lustrar a lápide, trocar as flores, rezar e recitar salmos pelo morto.
Vocação
“O que eu faço é por vocação. Rezar, rezo todos os dias. O dinheiro, não vou dizer que não ajuda agora que a coisa está como está”, conta Facunda Santiestéban, de 64 anos, estreando no ofício de carpideira profissional em 2009.
Facunda afirma que, por sua presença constante nas missas, muitas pessoas lhe pediam orações e pagavam com presentes.
“O padre conversou comigo e passou a entrar um dinheiro que não dá para muito, porque para ficar rica tinha que morrer uns sete por dia, mas ajuda a pagar algumas contas”, diz a carpideira à BBC Brasil.
Ao contrário das profissionais da Europa medieval que gemiam alto, chegando a rasgar parte das roupas, davam socos no peito e até arrancavam fios de cabelo durante as atuações nas missas e funerais, as novas carpideiras do século 21 são discretas e rezam em silêncio.
Foi por estas encenações, consideradas escandalosas pelo Vaticano, que o ofício passou a ser perseguido a partir do século 13, até a proibição no século 18.
A Igreja Católica ameaçou de excomunhão a quem continuasse chorando e gemendo alto por um morto desconhecido em troca de dinheiro, também porque as atuações assustavam os fiéis e incomodavam os sacerdotes que tinham de gritar para ser escutados durante as cerimônias.
Descontos
Apesar da proibição, em algumas cidades rurais de províncias espanholas como Extremadura, Galícia e Canárias, o ofício se manteve escondido das autoridades eclesiásticas de Roma.
Ángela Díez Compostrana, de 63 anos, é carpideira profissional desde os 21 na cidade de Casar de Cáceres. O trabalho dela vai da oração de salmos e acender velas até cuidar de trâmites legais e documentos do morto para a família.
“Tem gente que não pode ou não quer fazer essas coisas. Tem famílias que saíram da aldeia e custa trabalho vir aqui para isso. Então faço minha parte e ainda uso minha fé para ajudar essa alma a estar em paz”, argumenta Ángela à BBC Brasil.
“Com a crise, o serviço aumentou um pouquinho. Algumas famílias deixaram de vir, porque viajar sai mais caro do que me chamar. Mas também me pediram descontos. Até por 10 euros (R$ 30) trabalhei, porque está apertado para todo mundo.”

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091102_choradeiras_ai_ac.shtml

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